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Reviews
Jogos Indies

BLACKWOOD (2026)

PC
79

BLACKWOOD surge como um promissor action-thriller em terceira pessoa que combina a rotina pacata de uma locadora com o submundo violento de Nova York em 2012. O grande destaque da obra desenvolvida pela AttritoM7 Productions é a sua jogabilidade refinada: com um gunplay frenético à la John Wick e combates corpo a corpo inspirados no sistema de counter de Batman: Arkham, a ação é potencializada por um trabalho de sound design impecável. Embora a performance ainda sofra com engasgos técnicos e a falta de localização em português comprometa a acessibilidade neste Ato 1, o título entrega uma base extremamente sólida para os amantes de ação noir.

BLACKWOOD é um action-thriller cinematográfico em terceira pessoa, desenvolvido pela AttritoM7 Productions, que coloca o jogador na pele de Anton Blackwood: dono de uma locadora de filmes por dia, assassino de aluguel por noite, em uma Nova York de 2012 tomada por um tom sombrio e noir. Seu principal diferencial está justamente nessa dualidade, sustentada por um sistema de progressão separado para cada lado da vida do protagonista — uma estrutura que reforça, já de saída, a ideia de que as duas faces de Anton Blackwood evoluem por caminhos próprios, sem que uma dependa diretamente da outra para fazer sentido.


Jogabilidade

BLACKWOOD coloca sua maior força justamente na jogabilidade. O gunplay funciona muito bem, sendo fluido e rápido, entregando aquela sensação de ação estilosa claramente inspirada em John Wick — o tipo de comparação que carrega expectativa alta, mas que o jogo justifica no momento em que o combate realmente começa. O combate corpo a corpo também impressiona: existe um sistema de esquiva e contra-ataque que lembra a franquia Arkham, com um botão dedicado para o counter, trazendo boa variedade às trocas de porrada e evitando que o combate físico pareça um complemento menor diante do gunplay.


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A dinâmica entre a vida cotidiana na locadora e as missões como assassino é simples e funcional, ainda que sejam gameplays completamente separadas, uma não interferindo diretamente na outra. Essa separação se reflete até no sistema econômico do jogo: existe o dinheiro limpo, obtido na loja de filmes e usado para melhorar o próprio estabelecimento, e o dinheiro sujo, conquistado nas missões de contrato e usado para melhorar armas, munições e vantagens em combate — uma divisão que espelha, na própria mecânica, a dualidade moral que define o protagonista.


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As seções de condução cumprem seu papel dentro da experiência. São simples e funcionais, ainda que com uma movimentação um pouco estranha e dura. Por serem poucas e pontuais, no entanto, não chegam a incomodar o todo, funcionando mais como transição entre os dois mundos do jogo do que como um pilar de jogabilidade à parte.


No geral, poucos pontos a criticar quando o assunto é o combate em si — é, sem dúvida, o elemento que mais sustenta a experiência no estado atual do jogo.


Trilha Sonora e Áudio

No áudio, BLACKWOOD acerta em cheio. A trilha sonora aposta em um lado mais puxado para o rock, com uma pegada enérgica que conversa diretamente com a natureza mais acelerada e violenta da ação proposta pelo jogo. Funciona bem e engaja bastante, reforçando o tom cinematográfico que o jogo busca o tempo todo — um acompanhamento sonoro que parece pensado para acompanhar o ritmo do próprio gunplay, e não apenas preencher o fundo das cenas.


O destaque maior, porém, fica por conta do sound design. O trabalho sonoro sobre tiros, movimentações e combates é excepcional — o impacto dos tiros, o peso das armas e a força dos socos são sentidos de forma extremamente marcante, dando ao combate uma camada sensorial que vai além do que a animação sozinha conseguiria transmitir. É, sem dúvida, um dos pontos mais fortes do jogo atualmente.


Estado Atual (Ato 1 de 3)

Por estar disponível, por enquanto, apenas com o Ato 1 de 3 planejados, BLACKWOOD ainda passa a sensação clara de que tem muito mais a entregar. Todos os compradores terão acesso aos capítulos futuros conforme forem lançados, e o tempo para concluir esse primeiro ato varia bastante de acordo com o estilo e a abordagem de cada jogador.


A narrativa, por enquanto, só pode ser avaliada pela sua premissa: Anton Blackwood é um assassino que recebe contratos enquanto investiga organizações e conspirações que influenciam suas decisões nos bastidores. É um enredo com potencial interessante — o tipo de ponto de partida que sustenta bem um primeiro ato e deixa espaço para desdobramentos mais complexos nos capítulos seguintes — mas que, no momento, exige domínio do inglês, já que o jogo ainda não conta com legendas em outros idiomas. Tratando-se de um título fortemente apoiado na narrativa, essa é uma limitação relevante de acessibilidade, que pode afastar parte do público.


A ambientação da Nova York de 2012, por outro lado, já está muito bem construída, com um tom sombrio que mantém personalidade própria mesmo nesse estágio inicial.


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Desempenho Técnico

No quesito desempenho técnico, BLACKWOOD decepciona. Os gráficos são bons, com boa composição de cenário, cores e cena, mas a otimização não acompanha essa qualidade visual: há engasgos de performance perceptíveis durante a experiência. O jogo não chega a ser injogável, mas, considerando o nível gráfico entregue, fica evidente que a otimização ainda está longe de um patamar satisfatório — um contraste que chama atenção justamente por ocorrer num jogo que, em outros aspectos, demonstra tanto cuidado técnico. A expectativa é de que isso seja corrigido em patches futuros.  


Experiência Pessoal

O mais surpreendente em BLACKWOOD foi a qualidade do combate e do sound design. A combinação entre o gunplay satisfatório, o counter inspirado em Arkham e o impacto sonoro de cada tiro e soco faz da ação o grande motivo para continuar jogando, mesmo num momento em que o jogo ainda está longe de mostrar tudo o que promete.

Por outro lado, o que mais me incomodou foi a questão técnica: mesmo com gráficos bons e uma direção visual que alcança inegavelmente o tom cinematográfico proposto, o jogo peca muito em desempenho, com engasgos que não se justificam pela qualidade gráfica entregue. Some-se a isso a falta de legendas em português, e fica claro que ainda há trabalho a ser feito antes que o jogo alcance seu potencial.


Conclusão

Por estar no início de seu ciclo de lançamento — apenas um de três atos disponíveis —, BLACKWOOD ainda tem bastante espaço para evoluir. O combate e o sound design já demonstram uma base extremamente sólida, mas a otimização e a falta de acessibilidade de idioma são pontos que precisam de atenção para que o jogo conquiste o público mais amplo que sua proposta narrativa exige.

Para quem gosta de ação estilo John Wick e não se incomoda em jogar em inglês, vale a pena conferir já nesse primeiro ato — mas, para uma experiência mais redonda, esperar por otimizações e por possíveis legendas em português ou patches da comunidade pode valer a pena.



Título: BLACKWOOD
Desenvolvedora: AttritoM7 Productions
Publicadora: IZilla Games, AttritoM7 Productions
Gênero: Ação, Aventura, RPG, Estratégia
Subgêneros: Cinematográfico, Atmosférico, Exploração, Third-Person Shooter
Plataforma analisada: PC
Modo de jogo: Single-player
Lançamento: 16 de Setembro de 2026
Status: Ato 1 de 3
Perspectiva: Terceira Pessoa Over the Shoulder
Principais elementos: Combate corpo a corpo, Tiro, Exploração, Gerenciamento, Missões lineares.
Direção artística: Cinematográfica com estética noir
Desenvolvimento: Indie, com pretensões de "AA"

Página oficial: BLACKWOOD na Steam

Divulgação: Recebemos uma cópia gratuita de análise para BLACKWOOD para a produção desta Review. A avaliação reflete exclusivamente a experiência da equipe Geekin360

Criterios de Avaliacao

Gameplay85/100
Graficos80/100
Historia80/100
Trilha Sonora75/100
Performance55/100
Design de Som95/100

Positivos

  • +Gunplay Fluido e Ação Estilosa à la John Wick
  • +Sistema de Contra-Ataque e Esquiva Inspirado na Franquia Arkham
  • +Sound Design Excepcional com Alto Impacto Sonoro
  • +Dualidade Inteligente Entre Vida na Locadora e Contratos
  • +Trilha Sonora Enérgica Voltada ao Rock
  • +Ambientação Noir Muito Bem Construída

Negativos

  • −Problemas Notáveis de Otimização e Performance
  • −Ausência de Legendas em Português no Lançamento
  • −Controles de Condução Levemente Duros

Veredito Final

BLACKWOOD entrega exatamente aquilo que promete na essência: uma experiência de ação visceral, estilosa e embalada por uma atmosfera noir impecável. A fusão entre o gunplay veloz e o sistema de contra-ataque corpo a corpo faz de cada tiroteio um verdadeiro espetáculo cinematográfico, impulsionado por um dos trabalhos de sound design mais impactantes do cenário recente. Mesmo que o estado atual do jogo ainda careça de polimento técnico e de opções cruciais de acessibilidade — como a localização em português —, o primeiro ato estabelece uma fundação absurdamente promissora. Para os apaixonados por contos de assassinos de aluguel e combate de alta intensidade, BLACKWOOD já é uma pedida imperdível que indica um futuro brilhante para os próximos capítulos.

Sobre o Autor
Raphael Martins de Oliveira

Raphael é redator do Geekin360 e setorista das categorias de games e tecnologia, com foco especial no universo dos jogos de PC e nos principais lançamentos da indústria.

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